Uma das grandes necessidades do ser humano é
participar do convívio em sociedade marcando presença através de
comportamentos amigáveis ou não. Acredito que esse instinto remonte ao
nosso passado longínquo onde era necessário lutar para sobreviver em um
mundo até então hostil para todos os seres vivos.
Uma leitura que aborda bem estes aspectos é o livro “Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor”, que nos explica muito bem sobre as principais diferenças entre o homem e a mulher, que na verdade, os completa ao invés de torná-los um melhor do que o outro.
Dentro deste aspecto, uma pergunta é inevitável: É melhor ser temido ou respeitado?
A competição pelo alimento e pela
sobrevivência em que a lei do mais forte prevalecia, era a que ditava as
regras, onde os mais fracos eram superados para que a vida seguisse o
seu curso evolutivo. A competição continua e a luta pela sobrevivência
ainda está muito presente nas nossas vidas até os dias atuais, pois não
perdemos a capacidade e nem as características que nos fizeram figurar
no topo da cadeia alimentar, apenas fazemos de uma forma mais ou menos
civilizada.
A evolução nos proporcionou através dos
erros e acertos o que mais se aproxima de uma convivência pacífica e
quais seriam os limites toleráveis de cada pessoa. Notadamente com os
ajuntamentos de pessoas e a vida em sociedade, trouxeram outros modos e
comportamentos que até então só eram compartilhados por grupos
acostumados a viverem juntos. A troca de culturas e costumes diferentes
forçou a sociedade moderna a estabelecer princípios básicos que
nortearam as regras do convívio entre os seres humanos.
Todo o processo evolutivo leva tempo para
se estabelecer, e nessa depuração muito se perde para que conceitos mais
atuais se sobreponham aos anteriores para que o ciclo natural da
evolução siga o seu infinito caminho de transformação. Foi assim, por
exemplo, com a linguagem falada, que surgiu para que o homem pudesse
entender e ser entendido, pois antes tudo era representado por símbolos e
gravuras. Nesse caminho da comunicação muitas línguas se extinguiram,
deram origem a outras línguas ou se modernizaram, seguindo o curso
natural da evolução humana.
O nosso comportamento pode ser interpretado
de diversas maneiras e nós fazemos os nossos julgamentos da forma que
mais nos agrada ou a que menos nos faz sofrer. Em algum momento da nossa
vida já passamos por julgadores, transformando pessoas em que mal
conhecemos naquelas em que mais odiamos ou as que menos amamos.
Lembra-se de alguém que detesta e hoje nem lembra mais o porque deste
sentimento? Um recomeço, um repensar e um bom acerto amigável de contas,
estabelecerá uma nova amizade e será muito bom para sua consciência.
Em rigor estamos acostumamos a transpor
para o nosso ambiente profissional o pior ou o melhor dos nossos
sentimentos, aí dependendo do nosso estado de espírito. Quando estamos
bem agimos de uma forma, quando estamos mal mudamos o nosso
comportamento completamente e se não tivermos o equilíbrio necessário,
podemos potencializar esse comportamento de uma maneira bastante
negativa atingindo outras pessoas que não tem nada a ver com o dia em
que acordamos com o “pé esquerdo”.
Isto é algo extremamente importante para profissionais que lidam com pessoas de diversos tipos, credos, etnias e doutrinas no seu dia a dia. Um detalhe especial para os meus companheiros Técnicos em Segurança no Trabalho, que trabalham com a Gestão de Pessoas – nosso trabalho é um ambiente de renovação e humanidade a cada dia. Que busquemos crescer, partilhar e compreender mais o outro, respeitando suas limitações, capacidades e cultura, o que o diferenciará entre um profissional prepotente e orgulhoso e um profissional humilde e justo.
Dentro deste aspecto, uma pergunta é inevitável: É melhor ser temido ou respeitado?
A resposta vai depender de qual tipo de pessoa você deseja ser. Há
aqueles que gostam de serem temidos, outros preferem o respeito, eu
particularmente prefiro ser respeitado.
Respeitado ou temido, amado ou odiado, nós
sempre seremos aos olhos dos outros, aquilo que desejarmos. As nossas
atitudes é que vão direcionar os sentimentos das outras pessoas.
Quando manifestamos comportamentos que
transmitem sentimentos de medo, pode ser interpretado como a nossa
incapacidade de sermos respeitados. Muitas vezes esse comportamento não
significa que somos pessoas más ou que desejamos submissão, apenas
mascara sentimentos que nós realmente gostaríamos de transmitir.
Há profissionais que tem a autoridade de
punir por força da função e utiliza esse mecanismo para ganhar o
respeito. Quando agimos lançando mão de “um poder” para ganhar respeito,
estamos na verdade sendo temidos e não respeitados.
A nossa vida diária é tão atribulada que às
vezes nos esquecemos que compartilhamos com outras pessoas o nosso
tempo e boa parte de nossas vidas, portanto os problemas pessoais devem
ficar de fora do ambiente laboral. Devemos transformar o nosso ambiente
de trabalho no mais agradável e prazeroso possível. A qualidade de vida
no trabalho alivia as nossas tensões e proporciona para todos que fazem
parte desse ambiente, satisfação e bem estar.
Se você gosta de ser temido, experimente
rever os seus conceitos, tente aplicar a amabilidade. Tenho certeza que
ser respeitado vai lhe trazer mais satisfação do que ser temido.
Transforme a sua vida profissional através do respeito e leve consigo a
amizade de seus colegas de trabalho.⧫
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